As Linhas que traçam o meu corpo, de Mansoureh Kamari
Um álbum que lança luz sobre a opressão das mulheres no Irão. No Irão, segundo a lei islâmica, o pai de uma família é dono do sangue dos seus filhos e, por isso, não pode ser processado se prejudicar a sua descendência. Isto explica, em parte, a estrutura da sociedade iraniana, onde os homens detêm o poder absoluto, principalmente sobre as mulheres, com total impunidade.
Mansoureh Kamari recorda a sua infância e adolescência sob este jugo masculino. Expõe os factos: as inúmeras proibições (rir, cantar, dançar, amar), a possibilidade de ser casada aos 9 anos, executada aos 15, depois de ter sido violada… Relata os repetidos abusos sexuais na rua, nos táxis, no consultório médico, na universidade… E o medo constante, a impotência, a incapacidade de controlar o seu próprio destino.
Mas Mansoureh fugiu do Irão, conseguiu escapar a esta opressão permanente, e este álbum é também a história de uma metamorfose, a de uma mulher que reconquista a sua liberdade.
- Dimensões
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17 x 24 cm
- Nº Páginas
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200
- Encadernação
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Capa dura
Número de páginas: 152
Categorias: Comics, Bande Dessinée, Graphic Novels
Autor(es): Caryl Férey, Corentin Rouge
Idioma: Português
Encadernação: Hardcover
Editora: Arte de Autor
Ano de publicação: 2026
Data de publicação: 26/02/2026










